sexta-feira, 30 de março de 2012

Cooperativismo Social e a ECOSOL são parte do Caderno de Saúde Mental n. 10 – Ministério da Saúde

O Caderno de Saúde Mental n.10 do Ministério da Saúde foi lançado em março de 2012 trazendo as informações sobre crescimento da Rede de Atenção Psicossocial e do conjunto das políticas públicas de saúde mental em todo o país. Dados sobre o crescimento dos CAPS, das Residências Terapêuticas e dos Consultórios de Rua.
Nesse caderno foi tratado também da importância do Programa de Inclusão Social pelo Trabalho, pautada pelos princípios do Cooperativismo Social e a Economia Solidária. Apresentando dados sobre os empreendimentos solidários em todo o país desenvolvido pela saúde mental.

Texto que esta no Caderno sobre a parceria com a Economia Solidária:
Da parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Economia Solidária/SENAES, do Ministério do Trabalho e Emprego, surge a política de incentivo técnico e financeiro para as iniciativas de inclusão social pelo trabalho, estabelecendo as diretrizes para o Programa de Inclusão Social pelo Trabalho.
O Programa de Inclusão Social pelo Trabalho faz parte do componente de reabilitação psicossocial da Rede de Atenção Psicossocial – RAPS, com vistas à melhoria das condições de vida de seu usuários e familiares.
Visando estimular ativamente a implantação de iniciativas de geração de trabalho e renda, empreendimentos solidários e cooperativas sociais, foi elaborada a Portaria 132, que prevê a ampliação dos incentivos para 15; 30 e 50 mil reais.
Outras importantes ações visaram qualificar as iniciativas de trabalho e renda em 2011. Entre elas podemos citar:

- II Encontro Nacional de Experiências de Geração de Trabalho e Renda da Saúde Mental: Rumo ao Cooperativismo Social ‐ 6 e 7/12 no Rio de Janeiro/RJ.
- Curso de Gestão de Empreendimentos da Saúde Mental, nas modalidades a distância e presencial.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Participe da Campanha pela Lei da Economia Solidária!

APRESENTAÇÃO

A cada dia cresce a quantidade de pessoas no Brasil que se unem para trabalhar ou consumir juntos, em solidariedade, na Economia Solidária, em que não há patrão nem empregados. Esta prática é boa para o Brasil, pois não concentra renda, e nem é baseada na competição e no lucro, mas sim na vida, na cooperação e na qualidade de vida para todos.

Infelizmente, a lei brasileira traz muitas dificuldades para quem quer viver da Economia Solidária, ainda mais se comparado às empresas capitalistas, que vivem somente da exploração e do lucro. Isso acontece, principalmente, por que o Estado Brasileiro não reconhece o direito ao trabalho associado e às formas organizativas baseadas na Economia Solidária, dificultando o acesso a financiamento público, assessoria técnica e divulgação na sociedade.

Para fortalecer esta proposta de desenvolvimento justo, sustentável, diverso e solidário, foi criada a Campanha pela Lei da Economia Solidária. O objetivo da Campanha é conseguir criar a primeira lei brasileira que reconheça o direito ao trabalho associado e apoie as iniciativas da economia solidária, dando espaço para as pessoas poderem se organizar em cooperação, com justiça e preservação ambiental.


Participe da Campanha você também!

ACESSE:

quinta-feira, 22 de março de 2012

O que é Economia Solidária?

A Economia Solidária pode ser definida em três dimensões:
  • Economicamente, é um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, na Economia Solidária não existe patrão nem empregados, pois todos os/as integrantes do empreendimento (associação, cooperativa ou grupo) são ao mesmo tempo trabalhadores e donos.
  • Culturalmente, é também um jeito de estar no mundo e de consumir (em casa, em eventos ou no trabalho) produtos locais, saudáveis, da Economia Solidária, que não afetem o meio-ambiente, que não tenham transgênicos e nem beneficiem grandes empresas. Neste aspecto, também simbólico e de valores, estamos falando de mudar o paradigma da competição para o da cooperação de da inteligência coletiva, livre e partilhada.
  • Politicamente, é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos.
A economia solidária é praticada por milhões de trabalhadoras e trabalhadores de todos os extratos, incluindo a população mais excluída e vulnerável, organizados de forma coletiva gerindo seu próprio trabalho, lutando pela sua emancipação em milhares de empreendimentos econômicos solidários e garantindo, assim, a reprodução ampliada da vida nos setores populares.
São iniciativas de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem de materiais recicláveis, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar e agroecologia, cooperativas de prestação de serviços, entre outras, que dinamizam as economias locais, garantem trabalho digno e renda às famílias envolvidas, além de promover a preservação ambiental.
Além disso, a economia solidária se expressa em organização e conscientização sobre o consumo responsável, fortalecendo relações entre campo e cidade, entre produtores e consumidores, e permitindo uma ação mais crítica e pró-ativa dos consumidores sobre qualidade de vida, de alimentação e interesse sobre os rumos do desenvolvimento relacionados à atividade econômica.
Para saber mais, acesse o site do FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária




Participe da Campanha pela
Lei da Economia Solidária você também!

ACESSE:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Células de Transformação

As inscrições para a terceira edição do Células estão abertas!
Para mulitiplicadores, apoiadores, comunidades e escolas.
Conheça o projeto de desenvolvimento sustentável premiado pela ONU em 2007. Uma possibilidade concreta de realizar processos de desenvolvimento local participativo.
O projeto Células de Transformação, projeto de extensão universitária da USP, é uma proposta inovadora que foca no sonho e não nos problemas, na abundância e não no deficit.
Nao é assistencialista e busca trabalhar mobilização social e empoderamento comunitário, incitar nas pessoas o desejo e a força para transformar suas próprias realidades.
O Percurso de Protagonismo Social é uma experiência em desenvolvimento local, liderança e mobilização social,  um processo de capacitação gratuito que propiciará aos participantes tornarem-se criadores e protagonistas de projetos dedesenvolvimento local comunitário. Por meio do "aprender fazendo" e da troca de conhecimentos e talentos entre os próprios participantes e da contribuição de profissionais convidados, possibilitará uma formação transdisciplinar dos participantes a partir da valorização e expressão de seus talentos, conhecimentos e potenciais.
É uma possibilidade de se engajar de maneira prática e inspiradora, adquirindo novas habilidades e ferramentas, com pessoas de diversas áreas.
Participe da terceira edição do Percurso de Protagonismo Social que acontecerá entre de maio a agosto de 2012.

Inscrições abertas de 20 de março a 20 de abril de 2012.
cdt@moverjuntos.org

Apoio do Fundo de Fomento às iniciativas de
Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (USP)


segunda-feira, 19 de março de 2012

PAUL SINGER 80 ANOS - TRAJETÓRIA MILITANTE

Caras e caros,

No próximo dia 24 de março o professor Paul Singer estará completando 80 anos.
Para comemorar esta data algumas pessoas e entidades  (Faculdade de Economia da USP, Núcleo de Economia Solidária da USP,  Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da USP, equipe da  Secretaria Nacional de Economia Solidária, amigos e familiares) estão organizando um seminário que busca resgatar a trajetória política e  intelectual do professor Singer nestes 80 anos e suas contribuições ao  pensamento socialista brasileiro.

Este seminário ocorrerá nos dias 22 e 23 de março de 2012 no auditório  da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA/USP) na  Universidade de São Paulo.

Gostaríamos de convidar a todas e todos para participarem do  Seminário, cuja programação segue abaixo.

Destacamos que não é necessário realizar inscrição.

Atenciosamente,

NESOL/USP

                                                                               


PAUL SINGER 80 ANOS - TRAJETÓRIA MILITANTE
Local: Universidade de São Paulo - auditório da FEA/USP
Data: 22 e 23 de março de 2012

Programação
22 de março de 2012

14:00hs - Abertura

14:30 hs - Socialismo: do Partido Socialista aos dias de hoje
Chico de Oliveira, Roberto Schwarz, Dona Zilah Abramo

19:30 hs - Da formação do PT ao Governo da cidade
Fernando Haddad, Ladislau Dowbor, Maria Victoria Benevides e Zé  Eduardo Cardozo (a confirmar)

23 de março de 2012

14:00hs - Pensamento Econômico
Leda Paulani, João Machado, Paulo Sandroni (a confirmar)

17:00hs - Economia Solidária e Socialismo
Mauricio Sarda, Pedro Ivan Christoffoli, Sylvia Leser , Roberto  Marinho Aves da Silva

domingo, 18 de março de 2012

Participe da Campanha pela Lei da Economia Solidária!

APRESENTAÇÃO

A cada dia cresce a quantidade de pessoas no Brasil que se unem para trabalhar ou consumir juntos, em solidariedade, na Economia Solidária, em que não há patrão nem empregados. Esta prática é boa para o Brasil, pois não concentra renda, e nem é baseada na competição e no lucro, mas sim na vida, na cooperação e na qualidade de vida para todos.

Infelizmente, a lei brasileira traz muitas dificuldades para quem quer viver da Economia Solidária, ainda mais se comparado às empresas capitalistas, que vivem somente da exploração e do lucro. Isso acontece, principalmente, por que o Estado Brasileiro não reconhece o direito ao trabalho associado e às formas organizativas baseadas na Economia Solidária, dificultando o acesso a financiamento público, assessoria técnica e divulgação na sociedade.

Para fortalecer esta proposta de desenvolvimento justo, sustentável, diverso e solidário, foi criada a Campanha pela Lei da Economia Solidária. O objetivo da Campanha é conseguir criar a primeira lei brasileira que reconheça o direito ao trabalho associado e apoie as iniciativas da economia solidária, dando espaço para as pessoas poderem se organizar em cooperação, com justiça e preservação ambiental.



Participe da Campanha você também!

ACESSE:

sábado, 17 de março de 2012

SEMINÁRIO: “Modernização do Sistema de Convênios da Administração Pública com a Sociedade Civil”

Fundação São Paulo
mantenedora da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

    Data: 19 de março de 2012 
    Horário: 9h30 as 17h30
    Local: TUCARENA
   Rua Monte Alegre 984 - Perdizes - São Paulo
    
EVENTO GRATUITO - INSCRIÇÕES NO LOCAL

 OBJETIVOS:

O objetivo do Seminário é ampliar e aprofundar as reflexões sobre o aperfeiçoamento das relações de repasse de verbas entre Pode Público e organizações da sociedade civil, reunindo especialistas e profissionais da área do direito e da administração, além de gestores públicos e privados, membros de organizações não governamentais e demais interessados que atuem com a temática objeto de Projeto de Pesquisa “Modernização do Sistema de Convênios da Administração Pública com a Sociedade Civil”, desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Avançados do Terceiro Setor da PUC-SP (NEATS), no âmbito da linha de pesquisa “Pensando o Direito” realizado pela Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) do Ministério da Justiça e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

DEBATEDORES:

Os debatedores serão os pesquisadores e membros do Comitê Consultivo Científico além de , representantes de Organizações da Sociedade Civil, especialistas e representantes de órgãos públicos, que possam contribuir para o aperfeiçoamento da formulação de propostas para modernização do sistema de convênios entre a Administração Pública e as organizações da sociedade civil.


PESQUISA:

Coordenação:
Prof. Dr. Luciano Prates Junqueira
Faculdade de Administração
Prof. Dr. Marcelo Fausto Figueiredo
Faculdade de Direito
Equipe:
Paula Raccanello Storto
José Alberto Tozzi
Márcia Golfieri
Konstantin Gerber
Stella Reicher
Áureo Gaspar

 Realização:
 
SEMINÁRIO
“Modernização do Sistema de Convênios
da Administração Pública com a Sociedade Civil”


PROGRAMAÇÃO
9h30 – 10h30
ABERTURA DOS TRABALHOS

Paula Raccanello Storto
Coordenadora da Equipe de Pesquisa, advogada e professora do COGEAE-PUC/SP
José Alberto Tozzi
Membro da Equipe de Pesquisa, auditor, e professor do COGEAE-PUC/SP
Marcelo Figueiredo
Diretor da Faculdade de Direito da PUC/SP e Coordenador do Projeto – área do Direito
Luciano Junqueira
Coordenador do NEATS – Núcleo de estudos Avançados em Terceiro Setor e Coordenador do Projeto – área da Administração
Francisco A. Serralvo
Coordenador do Programa de Estudos Pós Graduados em Administração da PUC/SP
Marivaldo Castro Pereira
Coordenador da SAL – Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça – Pensando o Direito

10h30 – 12h20
O CONVÊNIO COMO INSTRUMENTO DE COOPERAÇÃO ENTRE ESTADO E ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA (10h30 as 11h10):

Paula Raccanello Storto
Coordenadora da Equipe de Pesquisa, advogada e professora do COGEAE-PUC/SP
José Alberto Tozzi
Membro da Equipe de Pesquisa, auditor, e professor do COGEAE-PUC/SP

DEBATEDORES
Félix Garcia Lopes
Diretoria de Estudos sobre Estado, Instituições e Democracia (DIEST) do IPEA
Marivaldo Castro Pereira
Coordenador da SAL – Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça
Laís de Figueirêdo Lopes
Assessora do Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
José Antonio Aguiar Neto
Coordenador-Geral da Equipe de Negócios do SICONV – SLTI – Ministério do Planejamento
Rubens Naves
Advogado especialista em Direito do Terceiro Setor, professor do COGEAE-PUC/SP
Eduardo Szazi
Advogado especialista em Direito do Terceiro Setor


12h20 – 13h00
INTERAÇÃO COM A PLATÉIA: PERGUNTAS, SUGESTÕES E DIÁLOGO

14h30 – 16h30
DESAFIOS DA MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA DE CONVÊNIOS ENTRE ESTADO E ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL

Fábio de Sá e Silva
Chefe de Gabinete da Presidência do IPEA
Pedro Paulo Martoni Branco
Diretor Executivo do Instituto Via Pública
Augusto de Franco
Diretor Executivo do Instituto Via Pública
Florência Ferrer
Especialista em governo eletrônico. Coordenadora do ned.gov - Núcleo de Estudos e Desenvolvimento em Governo Electrónico – Fundap/Fapesp
José Eduardo Sabo Paes
Procurador de Justiça
Vera Mazagão
Diretora Executiva da ABONG
Joelson Dias
Mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Harvard, Advogado de Organizações da Sociedade Civil
Ladislaw Dawbor
Professor da Faculdade de Administração da PUC-SP

16h30 – 17h30
INTERAÇÃO COM A PLATÉIA: PERGUNTAS, SUGESTÕES E DIÁLOGO

Promoção do Desenvolvimento Local por Meio de Fundos Solidários na Região Norte do Brasil



Vamos contar uma história, de uma experiência realizada no semiárido brasileiro com famílias agricultoras. É sobre partilha, cooperação, irmão ajudando irmão para que todos possam se beneficiar e assim combater a miséria de um povo que com pouco ainda é solidário.
É a partir desta história que o projeto Promoção do Desenvolvimento Local por Meio de Fundos Solidários na Região Norte do Brasil quer desenvolver na região Amazônica.
Descrição: Descrição: http://fundossolidarios.files.wordpress.com/2012/02/apresentac3a7c3a3o-cordel-1-e1330992014425.jpg?w=253&h=300“No semiárido brasileiro, as famílias agricultoras desenvolvem uma importante forma de organização do trabalho baseado nas relações de solidariedade. Quem nunca dividiu a pouca água de beber, a carne do bode ou do gado abatido com os vizinhos? Quem nunca participou de um mutirão para limpar barreiro, para limpar a roça, colher ou debulhar cereais? Quem nunca pegou ou passou uma receita de planta de remédio? Quem nunca pegou semente emprestada para pagar no final do inverno?
Passa o tempo, mudam as formas de fazer, mas essas práticas se mantêm firmes. O povo ainda faz mutirão para debulha cereais, agora mecanizada, para dar continuidade às antigas debulhas manuais, aquelas que eram feitas com paus e pedras...”
Quer saber como termina essa história, então acesse o novo blog Fundos Solidários da Região Norte, lá estão as informações sobre o projeto, metas, atividades, vídeos, cartilha sobre Fundos Solidários...

Todas as imagens, vídeo e as histórias que estão no blog, assim como nesse informativo, fazem parte da cartilha Cordel do Fundo Solidário – Gerando Riquezas e Saberes disponibilizado pela ASA.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Trabalhadores criaram Cooperativa da Construção Civil na Grande São Paulo


Economia solidária é o caminho escolhidos por eles que se orgulham pois juntos construíram suas casas. Atualmente se trabalha nos trâmites para a inscrição na Junta Comercial de São Paulo e após solicitar da Receita Federal a inscrição no CNPJ.

Em assembléia realizada dia 14 de setembro de 2011 foi criada a Cooperativa de Trabalhadores da Construção Civil – União com sede em Jandira, na região oeste da grande São Paulo, e que a princípio reúne trabalhadores, moradores da Comuna Urbana Dom Helder Câmara (primeiro assentamento urbano do MST) que, auxiliados pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) da Unicamp, consolidaram mais esse projeto coletivo.
A Cooperativa União é composta também por trabalhadores remanescentes de empreiteiras e de um grupo de trabalhadores que deram início há três anos a construção de 128 casas no Jardim Novo São João, em frente ao CDHU, o projeto Comuna Urbana, pioneiro no País, onde os próprios moradores em ritmo de mutirão construíram suas casas que estão em fase de acabamento.
Ainda no ano passado ocorreu a primeira conversa de tantas seguintes, entre integrantes do ITPC e trabalhadores sobre a possibilidade de criação de uma cooperativa, a exemplo de outras criadas na região de Campinas como a de catadores, e de um grupo de trabalhadores, ex-funcionários de uma fábrica de embalagens plásticas (tambores) a Flaskô ocupada e assumida por eles desde 2003 e que, mesmo sem se organizarem de fato como Cooperativa, para não perderem direitos trabalhistas, fazem a distribuição da renda de forma cooperada, onde não tem patrões, apenas uma comissão diretiva que representa a empresa.
Os fundadores da Cooperativa de Trabalhadores da Construção Civil – União aprovaram o Estatuto da Entidade, escolheram a diretoria entre si e pretendem provar primeiro para eles que é possível se fortalecerem profissionalmente e garantir o sustento de suas famílias em um sistema de economia solidária, competindo no mercado porém sem a disputa interna entre cooperados que, além de participarem dos lucros da Cooperativa, também participam das decisões coletivas desta. Em ritmo de trabalho cooperado, os trabalhadores já tem o segundo desafio que é a lavagem e pintura nas 128 casas do Comuna Urbana Dom Helder Câmara, pois o primeiro já se desenvolve em um terreno ao lado do conjunto Comuna Urbana, quando um grupo de trabalhadores da Cooperativa União iniciou o serviço contratado para a construção de vinte sete casas.
“O ITCP é um programa de extensão universitária vinculado à pró-reitoria de extensão e assuntos comunitários (PREAC) que tem como seus princípios de atuação a Educação Popular, a Autogestão e a Extensão Universitária que se propõe articular o conhecimento acadêmico e o conhecimento popular produzido fora da Universidade, na busca por um saber válido e a serviço da transformação”, explicaram Maria Emília e Cassiana.
O projeto visa também a contribuição para o desenvolvimento da Economia Solidária a partir da formação de grupos e exemplo de cooperativas populares. “A Economia Solidária tem como proposta a geração de trabalho e renda para milhões de excluídos do mercado formal de trabalho, bem como o fortalecimento de grupos associativistas em prol da autonomia dos trabalhadores e trabalhadoras”, acrescentou Kleiton.
A equipe do ITPC é constituída por um conjunto de monitores que se responsabiliza pela incubação de um ou mais grupos nas áreas de planejamento econômico, processos pedagógicos, produção e tecnologia, saúde do trabalhador, dinâmica das relações humanas, comunicação e arte. “Temos então a equipe Rede, que trabalha com cooperativas de triagem de resíduos sólidos, equipe agricultura, que trabalha com cooperativas de produção de alimentos, e finalmente, a equipe em construção, que trabalha com cooperativas ligadas a construção civil”, finalizou Patrícia.
"...A construção de cooperativas verdadeiramente autogestionárias e socialistas deverá ser obra da própria classe trabalhadora consciente. A possibilidade da construção de uma nova forma de sociabilidade humana não mediada pelo capital está inscrita nas contradições do real, no processo de luta social historicamente situada..." Livro: Gestão pública e sociedade: fundamentos e políticas públicas de Economia Solidária, de Henrique T. Novaes - Volume I
FONTE:

quinta-feira, 15 de março de 2012

Por que uma Lei da Economia Solidária?

Pelo direito ao trabalho associado e a uma Economia Solidária!
A caminhada da economia solidária no Brasil já tem muita história e muita construção coletiva, e a busca por políticas permanentes de apoio e fortalecimento da economia solidária é tema de debates e pressão social pelo movimento de economia solidária, tanto no nível local, quanto no nível nacional, principalmente nas duas Conferências Nacionais realizadas (2006 e 2010) e nas Plenárias do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (2002, 2003, 2003, 2008).
As propostas colocadas e debatidas pelo movimento foram consolidadas no Conselho Nacional de Economia Solidária, que elaborou a proposta de Lei que cria a Política Nacional de Economia Solidária, além do Sistema e o Fundo Nacionais de Economia Solidária.
Após a elaboração do projeto de lei, a sociedade civil presente no Conselho tomou a iniciativa de lançar a campanha de coleta de assinaturas para conseguirmos aprovar esta proposta como um Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
Precisamos de toda a mobilização possível em cada bairro, comunidade e cidade para conseguirmos a assinatura de 1% do eleitorado brasileiro, o que significa uma meta de aproximadamente um milhão trezentas e cinquenta mil assinaturas!
Isso significa também um amplo processo educativo junto a sociedade, construindo e divulgando um outro jeito de fazer política e (re)produção social e econômica.
A coleta de assinaturas pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular é fundamental para garantir e pressionar pela aprovação de uma Política Nacional que atenda às necessidades desta outra economia.
Qual a importância da sua participação na Campanha?
  • Mostrar que você apoia um desenvolvimento e uma sociedade em que a vida e a cooperação sejam o centro, e não o lucro.
  • Mostrar ao governo que o Brasil precisa de políticas públicas para a economia solidária através da Lei de Iniciativa Popular da Economia Solidária.
  • Divulgar a economia solidária em seu bairro, escola, trabalho, comunidade e cidade..
  • Fazer parte da defesa dos nossos direitos de cidadão, nossa cidadania, em que o mais importante seja a democracia e a qualidade de vida de todas e todos, e não só de alguns poucos.

Participe da Campanha
você também!

ACESSE:

quarta-feira, 14 de março de 2012

Debate: Marco Jurídico da Economia Solidária

A construção de um marco jurídico apropriado para o setor é um dos principais temas que serão debatidos
O Fórum Mauá de Economia Solidária realiza na próxima sexta-feira (16/03), das 15h às 18h, o debate sobre Marco Jurídico da Economia Solidária. O encontro ocorrerá no Centro de Formação Miguel Arraes (rua Rio Branco, 183, Centro). O objetivo é mobilizar e incentivar a organização dos trabalhadores da economia solidária, fortalecer os empreendimentos de economia popular e solidária da região.

Os debates contarão com a presença do prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, do deputado estadual Carlos Grana, do deputado federal Vicentinho e do assessor da frente parlamentar e membro do Fórum Paulista de Economia Solidária, Leonardo Pinho.

O Fórum Mauá de Economia Solidária é um espaço aberto de articulação, mobilização e debate do movimento de economia popular e solidária, composto por empreendimentos, entidades de fomento e gestores públicos.
A Executiva do Fórum é exercida pela Secretaria de Trabalho e Renda por meio do Departamento de Economia Solidária. As reuniões acontecem todas as terceiras quintas-feiras de cada mês, das 9h às 12h, no Espaço Empreendedor (avenida Barão de Mauá, 3778).
Neste ano, foi aprovada a Lei Municipal 4.714, de Política de Fomento à Economia Popular e Solidária de Mauá. É um instrumento para fortalecer e garantir as políticas públicas voltadas aos segmentos de economia popular e solidária.

Confira a programação:

15h – Mesa de Abertura – Presença do prefeito Oswaldo Dias, Secretário de Trabalho e Renda, Edílson de Paula e o presidente da Câmara de Vereadores, Rogério Santana.

15h40 – Debates com a participação do deputado estadual, Carlos Grana, federal Vicentinho e o e o assessor da frente parlamentar e membro do Fórum Paulista de Economia Solidária, Leonardo Pinho.

17h30 – Encaminhamentos

18h – Encerramento

sexta-feira, 2 de março de 2012

10 de Março - Seminário de Resíduos Sólidos em Campinas




Mobilizando as Cooperativas de Reciclagem, dirigidas pelas catadores (es), e suas Entidades de Apoio e Fomento


Dia 10 de Março
8h30 as 16h30
Rua Sebastião Bueno Mendes, 440 – Jd Chapadão – Campinas
Clube Andorinha

quinta-feira, 1 de março de 2012

O que é Economia Solidária?

A Economia Solidária pode ser definida em três dimensões:
  • Economicamente, é um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, na Economia Solidária não existe patrão nem empregados, pois todos os/as integrantes do empreendimento (associação, cooperativa ou grupo) são ao mesmo tempo trabalhadores e donos.
  • Culturalmente, é também um jeito de estar no mundo e de consumir (em casa, em eventos ou no trabalho) produtos locais, saudáveis, da Economia Solidária, que não afetem o meio-ambiente, que não tenham transgênicos e nem beneficiem grandes empresas. Neste aspecto, também simbólico e de valores, estamos falando de mudar o paradigma da competição para o da cooperação de da inteligência coletiva, livre e partilhada.
  • Politicamente, é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos.
A economia solidária é praticada por milhões de trabalhadoras e trabalhadores de todos os extratos, incluindo a população mais excluída e vulnerável, organizados de forma coletiva gerindo seu próprio trabalho, lutando pela sua emancipação em milhares de empreendimentos econômicos solidários e garantindo, assim, a reprodução ampliada da vida nos setores populares.
São iniciativas de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem de materiais recicláveis, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar e agroecologia, cooperativas de prestação de serviços, entre outras, que dinamizam as economias locais, garantem trabalho digno e renda às famílias envolvidas, além de promover a preservação ambiental.
Além disso, a economia solidária se expressa em organização e conscientização sobre o consumo responsável, fortalecendo relações entre campo e cidade, entre produtores e consumidores, e permitindo uma ação mais crítica e pró-ativa dos consumidores sobre qualidade de vida, de alimentação e interesse sobre os rumos do desenvolvimento relacionados à atividade econômica.
Para saber mais, acesse o site do FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária




Participe da Campanha pela
Lei da Economia Solidária você também!

ACESSE: