sexta-feira, 25 de abril de 2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Participe da Campanha pela Lei da Economia Solidária!

APRESENTAÇÃO

A cada dia cresce a quantidade de pessoas no Brasil que se unem para trabalhar ou consumir juntos, em solidariedade, na Economia Solidária, em que não há patrão nem empregados. Esta prática é boa para o Brasil, pois não concentra renda, e nem é baseada na competição e no lucro, mas sim na vida, na cooperação e na qualidade de vida para todos.

Infelizmente, a lei brasileira traz muitas dificuldades para quem quer viver da Economia Solidária, ainda mais se comparado às empresas capitalistas, que vivem somente da exploração e do lucro. Isso acontece, principalmente, por que o Estado Brasileiro não reconhece o direito ao trabalho associado e às formas organizativas baseadas na Economia Solidária, dificultando o acesso a financiamento público, assessoria técnica e divulgação na sociedade.

Para fortalecer esta proposta de desenvolvimento justo, sustentável, diverso e solidário, foi criada a Campanha pela Lei da Economia Solidária. O objetivo da Campanha é conseguir criar a primeira lei brasileira que reconheça o direito ao trabalho associado e apoie as iniciativas da economia solidária, dando espaço para as pessoas poderem se organizar em cooperação, com justiça e preservação ambiental.


Participe da Campanha você também!

ACESSE:

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Por que uma Lei da Economia Solidária?

Pelo direito ao trabalho associado e a uma Economia Solidária!
A caminhada da economia solidária no Brasil já tem muita história e muita construção coletiva, e a busca por políticas permanentes de apoio e fortalecimento da economia solidária é tema de debates e pressão social pelo movimento de economia solidária, tanto no nível local, quanto no nível nacional, principalmente nas duas Conferências Nacionais realizadas (2006 e 2010) e nas Plenárias do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (2002, 2003, 2003, 2008).
As propostas colocadas e debatidas pelo movimento foram consolidadas no Conselho Nacional de Economia Solidária, que elaborou a proposta de Lei que cria a Política Nacional de Economia Solidária, além do Sistema e o Fundo Nacionais de Economia Solidária.
Após a elaboração do projeto de lei, a sociedade civil presente no Conselho tomou a iniciativa de lançar a campanha de coleta de assinaturas para conseguirmos aprovar esta proposta como um Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
Precisamos de toda a mobilização possível em cada bairro, comunidade e cidade para conseguirmos a assinatura de 1% do eleitorado brasileiro, o que significa uma meta de aproximadamente um milhão trezentas e cinquenta mil assinaturas!
Isso significa também um amplo processo educativo junto a sociedade, construindo e divulgando um outro jeito de fazer política e (re)produção social e econômica.
A coleta de assinaturas pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular é fundamental para garantir e pressionar pela aprovação de uma Política Nacional que atenda às necessidades desta outra economia.
Qual a importância da sua participação na Campanha?
  • Mostrar que você apoia um desenvolvimento e uma sociedade em que a vida e a cooperação sejam o centro, e não o lucro.
  • Mostrar ao governo que o Brasil precisa de políticas públicas para a economia solidária através da Lei de Iniciativa Popular da Economia Solidária.
  • Divulgar a economia solidária em seu bairro, escola, trabalho, comunidade e cidade..
  • Fazer parte da defesa dos nossos direitos de cidadão, nossa cidadania, em que o mais importante seja a democracia e a qualidade de vida de todas e todos, e não só de alguns poucos.

Participe da Campanha
você também!

ACESSE:

terça-feira, 22 de abril de 2014

O que é Economia Solidária?

A Economia Solidária pode ser definida em três dimensões:
  • Economicamente, é um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, na Economia Solidária não existe patrão nem empregados, pois todos os/as integrantes do empreendimento (associação, cooperativa ou grupo) são ao mesmo tempo trabalhadores e donos.
  • Culturalmente, é também um jeito de estar no mundo e de consumir (em casa, em eventos ou no trabalho) produtos locais, saudáveis, da Economia Solidária, que não afetem o meio-ambiente, que não tenham transgênicos e nem beneficiem grandes empresas. Neste aspecto, também simbólico e de valores, estamos falando de mudar o paradigma da competição para o da cooperação de da inteligência coletiva, livre e partilhada.
  • Politicamente, é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos.
A economia solidária é praticada por milhões de trabalhadoras e trabalhadores de todos os extratos, incluindo a população mais excluída e vulnerável, organizados de forma coletiva gerindo seu próprio trabalho, lutando pela sua emancipação em milhares de empreendimentos econômicos solidários e garantindo, assim, a reprodução ampliada da vida nos setores populares.
São iniciativas de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem de materiais recicláveis, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar e agroecologia, cooperativas de prestação de serviços, entre outras, que dinamizam as economias locais, garantem trabalho digno e renda às famílias envolvidas, além de promover a preservação ambiental.
Além disso, a economia solidária se expressa em organização e conscientização sobre o consumo responsável, fortalecendo relações entre campo e cidade, entre produtores e consumidores, e permitindo uma ação mais crítica e pró-ativa dos consumidores sobre qualidade de vida, de alimentação e interesse sobre os rumos do desenvolvimento relacionados à atividade econômica.
Para saber mais, acesse o site do FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária




Participe da Campanha pela
Lei da Economia Solidária você também!

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Nola Pompeo faz show no próximo dia 26

Com peças exclusivas e outras baseadas na técnica de composição por improviso, o violonista Nola Pompeo prepara seu segundo concerto deste ano. A apresentação vai acontecer no Teatro Glauce Rocha, no sábado, 26 de abril, às 20 horas.
 
Nola conta que neste concerto vai utilizar o violão como fonte sonora e usar todas suas possibilidades para desenhar uma paisagem sonora, de dança, respiração, uma tentativa de música como fisiologia e não como forma. “Tocarei ainda algumas peças tradicionais do repertório do instrumento que fizeram parte de meu aprendizado”, revela.
 
O músico diz que tem se aproximado de conceitos como ecologia acústica, agrofloresta, sementes crioulas, aleitamento materno, parto humanizado, yoga, educação, horticultura, entre outros, como forma de criar redes de sentido que possam auxiliar na construção de uma linguagem musical viva que dê suporte à composição, performance e apreciação.
 
Ele conta ainda que ao manterem uma série de concertos com frequência mensal objetivam cultivar na comunidade o hábito de ir ao encontro da música de maneira consciente, consolidando o consumo de arte como uma possibilidade de mercado e viabilizando a produção, seja em teatros ou em outros espaços.
 
Na data, o público terá disponível para compra 2 Cds gravados especialmente para este concerto, junto com os anteriores "Om Shanti" (de 2012) e "Amarillys" (de 2013). Saiba mais sobre os cds:
www.ventobomprodutora.com.br/cds_2014_04.html
 
ECONOMIA SOLIDÁRIA
 
Os eventos são realizados de maneira autônoma e estão organizados dentro do conceito de Economia Solidária, que une de maneira humana e economicamente ética todas as partes do processo de produção: músicos, produtores, parceiros, teatro, etc.
Além disso, os eventos são realizados tendo como princípio estabelecer os preços dos serviços em função do benefício que produzirá aos clientes e à sociedade e não simplesmente em função dos custos, da remuneração do capital e dos lucros desejados.
 
SERVIÇO
 
Data: 26 de abril de 2014 (sábado)
Horário: 20h
Local: Teatro Glauce Rocha (UFMS) - Campo Grande (MS)
Valor: R$ 40,00
A forma de pagamento é somente em dinheiro e os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente ou no local, no dia do evento.
Ingressos antecipados: (67) 8195-7299

FONTE
http://www.folhacg.com.br/noticias-ler/nola-pompeo-faz-show-no-proximo-dia-26/8197/

Alagoanos têm apoio para transformar atividades em autossustentáveis

As ações de economia solidária em Alagoas passaram a contar com um grande incentivo em 2014. Com a sanção do Projeto de Lei Nº 7.576, no último mês de janeiro, que dispõe sobre a Política Estadual de Fomento da Economia Solidária (Pefes). Os artesãos, produtores e empreendedores individuais têm, desde então, apoio governamental para tornar suas atividades autossustentáveis, por meio de programas, projetos, parcerias e convênios com a iniciativa pública, privada e ONGs.

A Economia Solidária constitui-se de iniciativas que buscam organização, cooperação, gestão democrática, solidariedade, e que defendem, principalmente, a distribuição equitativa das riquezas produzidas coletivamente, a valorização do ser humano e do trabalho, e o estabelecimento de relações igualitárias entre homens e mulheres na geração de produtos e serviços.

Para isso, o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional (Seteq), trabalha na execução de projetos de incubação, como o “Juntos Cata Mais” e o “Produzir Juntos”, feitos a partir de um convênio assinado junto a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O “Juntos Cata Mais” tem como objetivo apoiar à organização produtiva dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis. Para isso, já foram realizados trabalhos de diagnóstico em 11 cidades do Estado, com a possibilidade de ampliação para todo o Estado.

Segundo a gestora do projeto, a técnica da Seteq, Geógia Jatobá, o grande desafio do Juntos Cata Mais é o trabalho de conscientização que terá que ser feito junto aos catadores, para que eles deixem a individualidade e passem a trabalhar de maneira cooperada ou associada.

“Uma das coisas que a Economia Solidária mais preza em suas diretrizes, é a qualidade de vida e trabalho. Dentro de uma cooperativa, por exemplo, o catador terá uma jornada de trabalho fixa, equipamentos, trabalhará para si e para os outros. Além disso, eles passaram por qualificações, para que possam desempenhar seus trabalhos da melhor maneira possível”, explicou.

A meta do Cata Mais é oferecer capacitação para 1.600 catadores. Outras ações são a construção e melhoria das condições físicas existentes nas atuais cooperativas e associações, e a aquisição de equipamentos como caminhões de coleta e de uso geral.

Já o Produzir Juntos atenderá durante três anos inúmeros empreendimentos econômicos solidários espalhados em quatro territórios do Estado de Alagoas, com o objetivo de fortalecê-los buscando dar mais possibilidades às habilidades que já possuem, além de criar mecanismos para que o processo de autogestão flua com mais intensidade no interior desses empreendimentos.

Cerca de 2 mil pessoas inscritas, divididas em 121 empreendimentos econômicos solidários. A meta é selecionar 1.470 pessoas, entre artesãos, produtores e agricultores. O convênio encontra-se na fase de seleção dos empreendimentos e a partir de agosto serão incubados no Produzir Juntos. Os recursos chegam a R$ 2.9 milhões, para realização de diversas oficinas e contratação de agentes de desenvolvimento para acompanhá-los.

Trabalho que soma

O coordenador de Economia Solidária da Seteq, Eugênio Dantas, exemplificou, de maneira didática, como acontece, na prática, este tipo de economia, que impulsiona a inclusão produtiva.

 “João faz o corpo da boneca, José cria os olhos, Maria, os cabelos. A partir daí, todos comercializam o mesmo produto e geram a renda, sem relações trabalhistas patronais, sem chefes ou subordinados. Tudo é feito em conjunto”.

Eugênio também frisou a criação do Conselho Estadual de Economia Solidária no Estado, ferramenta que, segundo ele, será “essencial” para a criação de outras políticas públicas em prol da causa no futuro.

“Entendemos a economia solidária como algo que foi criado há muitos anos. No Brasil, apenas em 2003 as autoridades começaram a tomar partido da causa, pensando em melhores condições daqueles que a fazem. Em Alagoas, um grande passo foi dado com a aprovação do Projeto de Lei, e a criação do Conselho, e esperamos com isso difundir e criar novas ações em prol desta causa”.

Alagoas Catador

Chefiado pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), o Alagoas Catador é mais um projeto que trabalha com a criação de projetos e políticas públicas envolvendo os catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis.

Seu objetivo é integrar e articular as ações do Governo Estadual voltadas ao apoio e ao fomento as suas organizações produtivas, melhorias das condições de trabalho, ampliações das oportunidades de inclusão social e econômica, além da expansão da coleta seletiva de resíduos sólidos, da reutilização e da reciclagem por meio da atuação desse segmento.

FONTE:
http://aquiacontece.com.br/noticia/2014/04/17/alagoanos-tem-apoio-para-transformar-atividades-em-autossustentaveis